
Meia noite! Chuva! Vento! Frio!
A alma enregelada em seu sarcófago, sonha sonhos
Mortos, à luz de velas!
Velas de sândalo? Perfumadas de cravo e mirra? Mistério.
Aromas.
Carménère Chileno?
Quem feriu Mulher deitada nas sombras?
Quem celebra a vida na morte?
Quem convida a Inocência à celebração?
Quem promete beijos à boca rubra da timidez?
Amor livre, efêmeras delícias, brindes em taças de cristal?
Não.
Amanhece. Rubra de pudor, a Aurora.
Na mesa baixa em tigelas pretas decoradas,
Apenas chá verde servido em silêncio.
Desperta, a alma enregelada volta a ser
Sombra fugidia, adormecida e velada pelas Horas.
Caronte não devolve o óbulo dado como passagem
para o mundo do esquecimento que a separou da sua natureza humana!
Um tanto realidade, outro tanto fantasia como todas as sombras,
Consumida pela carne-viva das antigas escolhas
volta incógnita às entranhas de Hades.
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=40954467

2 comentários:
Oi, Sarah!
(tentei te enviar este recado via orkut em resposta ao que me enviou, mas não consegui, então resolvi postá-lo por aqui mesmo)
Fiquei exultante aqui ao saber do teu blog! Certamente estarei presente por lá para opinar, para criticar de maneira construtiva e tbm para me regozijar com teus versos livres que são muito líricos, muito teus, mas muito de todos aqueles que são profundos, um tanto obscuros, caóticos, perdidos e não desejosos de saídas! Me perco em tuas linhas e nesse labirinto vou dando de cara com deuses gregos, com mitos fatídicos, com cáucasos e prometeus tão fascinantes com suas existencias malfadadas!
Retornarei em breve aos comentários na comunidade dos inusitados. Estou em tempos de correria excessiva profissional, mas as brechas já começam a aparecer novamente!
Escreva mais... teu mar de letras é embriagante!
Alguns Amplexos Saudosos...
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